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sábado, 7 de abril de 2018

As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides


Uma incógnita sem fim

 O que eu senti lendo esse livro e acompanhando o desenrolar e a ordem dos acontecimentos junto com os garotos (narradores e testemunhas do ocorrido) que conviveram e participaram, mesmo que brevemente da curta vida das irmãs Lisbon foi o mesmo: Vazio e melancolia.

 As irmãs Lisbon: Cecilia (13 anos), Lux (14 anos), Bonnie (15 anos), Mary (16 anos) e Therese (17 anos) que compartilhavam além dos quartos uma vida estritamente regrada e baseada em normas rígidas e religiosas controladas por sua mãe a Sra. Lisbon que juntamente com o Sr. Lisbon, é (a principal) responsável pela educação das meninas.

 Todos os acontecimentos são envoltos numa atmosfera fantasmagórica e misteriosa, na qual, nem o garoto (que é o narrador) e nem os amigos entendem e/ou tem respostas para o que de fato aconteceu que levou as meninas Lisbon a cometerem suicídio, tudo o que sabemos é que elas estão mortas e da obsessão que os garotos têm pelas meninas (que é passada para o leitor, que também não às tira da cabeça), que mal eram vistas na rua ou em qualquer outro lugar...

 Tudo é repleto de mistério e simbolismo, a casa onde as meninas vivem, a partir do primeiro suicídio começa a se deteriorar (assim como a família Lisbon), as árvores também ganham destaque na narrativa, tudo é tão vivo e ao mesmo tempo tão lúgubre... Do mesmo modo como as meninas Lisbon emanam vida, elas também exalam a morte.