Uma incógnita sem fim
O que eu senti lendo
esse livro e acompanhando o desenrolar e a ordem dos acontecimentos junto com
os garotos (narradores e testemunhas do ocorrido) que conviveram e
participaram, mesmo que brevemente da curta vida das irmãs Lisbon foi o mesmo:
Vazio e melancolia.
As irmãs Lisbon:
Cecilia (13 anos), Lux (14 anos), Bonnie (15 anos), Mary (16 anos) e Therese
(17 anos) que compartilhavam além dos quartos uma vida estritamente regrada e
baseada em normas rígidas e religiosas controladas por sua mãe a Sra. Lisbon
que juntamente com o Sr. Lisbon, é (a principal) responsável pela educação das
meninas.
Todos os
acontecimentos são envoltos numa atmosfera fantasmagórica e misteriosa, na
qual, nem o garoto (que é o narrador) e nem os amigos entendem e/ou tem
respostas para o que de fato aconteceu que levou as meninas Lisbon a cometerem
suicídio, tudo o que sabemos é que elas estão mortas e da obsessão que os
garotos têm pelas meninas (que é passada para o leitor, que também não às tira
da cabeça), que mal eram vistas na rua ou em qualquer outro lugar...
Tudo é repleto de
mistério e simbolismo, a casa onde as meninas vivem, a partir do primeiro
suicídio começa a se deteriorar (assim como a família Lisbon), as árvores
também ganham destaque na narrativa, tudo é tão vivo e ao mesmo tempo tão
lúgubre... Do mesmo modo como as meninas Lisbon emanam vida, elas também exalam
a morte.




