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sábado, 7 de abril de 2018

As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides


Uma incógnita sem fim

 O que eu senti lendo esse livro e acompanhando o desenrolar e a ordem dos acontecimentos junto com os garotos (narradores e testemunhas do ocorrido) que conviveram e participaram, mesmo que brevemente da curta vida das irmãs Lisbon foi o mesmo: Vazio e melancolia.

 As irmãs Lisbon: Cecilia (13 anos), Lux (14 anos), Bonnie (15 anos), Mary (16 anos) e Therese (17 anos) que compartilhavam além dos quartos uma vida estritamente regrada e baseada em normas rígidas e religiosas controladas por sua mãe a Sra. Lisbon que juntamente com o Sr. Lisbon, é (a principal) responsável pela educação das meninas.

 Todos os acontecimentos são envoltos numa atmosfera fantasmagórica e misteriosa, na qual, nem o garoto (que é o narrador) e nem os amigos entendem e/ou tem respostas para o que de fato aconteceu que levou as meninas Lisbon a cometerem suicídio, tudo o que sabemos é que elas estão mortas e da obsessão que os garotos têm pelas meninas (que é passada para o leitor, que também não às tira da cabeça), que mal eram vistas na rua ou em qualquer outro lugar...

 Tudo é repleto de mistério e simbolismo, a casa onde as meninas vivem, a partir do primeiro suicídio começa a se deteriorar (assim como a família Lisbon), as árvores também ganham destaque na narrativa, tudo é tão vivo e ao mesmo tempo tão lúgubre... Do mesmo modo como as meninas Lisbon emanam vida, elas também exalam a morte.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LO LI TA (Vladimir Nabokov)

Enfim... Li “Lolita”!!!

  Então, acabei de ler "Lolita" e passei a entender (apesar de não concordar) o motivo de tantas pessoas romantizarem uma história de pedofilia: O narrador-personagem é muito bem construído e insuportavelmente manipulador, a história é narrada em 1ª pessoa, isto é, contada pela visão de Humbert Humbert um professor de literatura de meia idade que acabara de sair de um manicômio e está indo para os EUA descansar... H.H. possui uma mente perturbada, ele próprio é consciente disso e deixa claro para os seus leitores... Aos que se refere como “senhores do júri”.

 O livro teve sua primeira publicação em 1955, e duas adaptações para o cinema, à primeira em 1962 e a segunda em 1997 (foi a que eu assisti), tendo Dominique Swain no papel de Dolores Haze (Lolita), e achei essa adaptação para o cinema absurdamente mais romantizada do que o livro em si, pois deixa de fora o sofrimento e a vulnerabilidade de Lolita que mesmo tendo pouquíssimo espaço na narrativa original, ainda foi retratado superficialmente, por exemplo, na parte em que ele a leva para o mato e em que tenta fugir dele...

Lolita (1962) 
Lolita (1997) 

 Ao chegar em território americano, logo após ter problemas na França com o divorcio da sua ex-esposa, na qual H.H. pensara frequentemente em matar junto com o seu amante, porém não teve oportunidade, ele se encontrou fantasiando com a possibilidade de encontros com ninfetas... Humbert Humbert está procurando um lugar para ficar e visita a casa de Charlotte Haze, claramente ele não gosta do lugar e assim que se prepara para desistir da casa e ir embora, ele se depara com a filha de Charlotte, a Dolores Haze de 12 anos (que posteriormente ele virá a chamar de “Lolita”, só ele a chamava assim) no jardim, e imediatamente muda de ideia... E assim inicia-se a história de um dos romances mais conhecidos do século XX.

Lembrando que: Lolita é narrada pela visão de Humbert Humbert é a perspectiva dele sobre a história, são as suas memorias, que podem ser verdadeiras/confiáveis ou não...



sábado, 6 de agosto de 2016

Aqui...

Aqui posso ler
Aqui posso ver
Aqui posso ser
Da maneira como quiser
Aqui posso sonhar
Aqui posso falar
Aqui posso me encantar
Com esses ilustres desconhecidos.