Enfim... Li “Lolita”!!!
Então, acabei de ler "Lolita" e
passei a entender (apesar de não concordar) o motivo de tantas pessoas
romantizarem uma história de pedofilia: O narrador-personagem é muito bem
construído e insuportavelmente manipulador, a história é narrada em 1ª pessoa,
isto é, contada pela visão de Humbert Humbert um professor de literatura de
meia idade que acabara de sair de um manicômio e está indo para os EUA descansar...
H.H. possui uma mente perturbada, ele próprio é consciente disso e deixa claro
para os seus leitores... Aos que se refere como “senhores do júri”.
O livro teve sua primeira publicação em 1955,
e duas adaptações para o cinema, à primeira em 1962 e a segunda em 1997 (foi a
que eu assisti), tendo Dominique Swain no papel de Dolores Haze (Lolita), e
achei essa adaptação para o cinema absurdamente mais romantizada do que o livro
em si, pois deixa de fora o sofrimento e a vulnerabilidade de Lolita que mesmo
tendo pouquíssimo espaço na narrativa original, ainda foi retratado superficialmente,
por exemplo, na parte em que ele a leva para o mato e em que tenta fugir dele...
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| Lolita (1962) |
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| Lolita (1997) |
Ao chegar em território
americano, logo após ter problemas na França com o divorcio da sua ex-esposa,
na qual H.H. pensara frequentemente em matar junto com o seu amante, porém não
teve oportunidade, ele se encontrou fantasiando com a possibilidade de
encontros com ninfetas... Humbert Humbert está procurando um lugar para ficar e
visita a casa de Charlotte Haze, claramente ele não gosta do lugar e assim que
se prepara para desistir da casa e ir embora, ele se depara com a filha de
Charlotte, a Dolores Haze de 12 anos (que posteriormente ele virá a chamar de “Lolita”, só ele a chamava assim)
no jardim, e imediatamente muda de ideia... E assim inicia-se a história de um dos romances mais conhecidos do século XX.
Lembrando que: Lolita é narrada pela visão de Humbert Humbert
é a perspectiva dele sobre a história, são as suas memorias, que podem ser
verdadeiras/confiáveis ou não...




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